segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Lançamento inédito de álbuns!

O blog Quarteto em Cy e Afins reproduz duas reportagens que relacionam o lançamento no Brasil dos álbuns americanos "Pardon my English", de 1967, e Revolución con Brasilia!", de 1968, gravados pelo Quarteto em Cy e até então inéditos. Uma grande oportunidade de atestar, novamente, a excelência e a universalidade do trabalho das queridas Cy's!



Discos americanos do Quarteto em Cy são, enfim,
lançados no Brasil

Projetos foram gravados em 67 e 68 por The Girls from Bahia, nome que precisaram adotar


Pardon my English
RIO - Como se diz muito hoje, é preciso contextualizar. Esses dois discos do Quarteto em Cy são importantes pelos seguintes motivos: foram os únicos gravados pelo grupo nos Estados Unidos; nunca tinham sido lançados antes no Brasil; são dos tempos dourados da bossa nova em terras americanas, o que justificava a aventura das então meninas; e as mostram num momento em que os conjuntos vocais tinham muito mais prestígio do que têm hoje."Pardon my English", de 1967, e "Revolución con Brasilia!", de 1968, não sedimentaram uma carreira internacional para The Girls from Bahia — nome alternativo ao original porque este estava preso a um contrato de exclusividade —, mas têm arranjos vocais e instrumentais de muito bom gosto, o que reforça o valor do lançamento do selo Discobertas, de Marcelo Fróes.

Bill Hitchcock, no primeiro disco, e Oscar Castro Neves, no segundo, são os autores dos bons entornos sonoros dados às vozes (sempre em uníssono, sem solos) das irmãs Cybele, Cynara, Cyva e Cylene (substituída por Regina Werneck nas gravações de 1968).

sábado, 28 de janeiro de 2012

"Estórias de bastidores e camarim", com Sonya

Quando vemos um espetáculo que glorifica a Arte, dentro de suas várias manifestações, pensamos no que ocorre por trás de um show, de uma gravação, de um filme? Nesta narrativa, Sonya divide conosco dois episódios vivenciados por ela, um com Tom Jobim, outro com Vinicius de Moraes. Assim sentimos todos eles mais próximos a nós, "gente como a gente", e mais admiramos sua obra e sua humanidade...



Quarteto, Tom e Aloysio de Oliveira: gravação de "Imagina", 1994.

Entre as fotos tem uma super especial com o Tom Jobim em estúdio, quando gravávamos ''Eu sei que vou te amar'', onde ele toca o maravilhoso piano. Ela serve para ilustrar uma das ''Estórias de bastidores e camarim''. Foi tirada quando gravamos com o maestro soberano.

''Era uma tarde de gravação importantíssima. Teríamos a presença ''dele'', uma de nossas maiores paixões musicais. Aguardávamos no ''aquário'' (local onde fica a mesa de som, produtor, técnico de som operando a mesa) arrumarem o estúdio para darmos início à gravação do piano e colocação das vozes. A conversa rolava solta.

domingo, 15 de janeiro de 2012

"O novo Francisco", por Cynara

No mês do aniversário de Cynara é ela quem nos faz vivenciar todos os sentimentos que experimentou ao assistir ao velho amigo, Chico Buarque, em show lançado no Rio de Janeiro, semana passada. É a emoção provocada no espaço de uma canção, aquela capaz de fazer viver novamente uma vida toda, de transformar as pessoas no encontro de seu passado com o presente que Cynara compartilha com todos nós, embalada pelas letras e acordes do novo Chico. Parabéns, Cynara! Viva, Chico! O nosso muito obrigado aos dois por essa amizade e parceria que construiu a trilha sonora de nossas vidas.


“Já gozei de boa vida, tinha até meu bangalô
Cobertor, comida, roupa lavada                        
Vida veio e me levou”.
(Trecho de “O velho Francisco” – música de 1987)



Chico e Cynara, no camarim após o show
Assim começa o espetáculo que o Chico está fazendo e percorrendo cidades, a partir do seu cd do mesmo nome e que me deixou completamente mexida e paralisada, no bom sentido.
Ontem, dia 12, uma quinta-feira, fui ver o Chico no Vivo Rio, acompanhada de meus familiares (João, Irene, Chico, Fernanda, Pretinho, Alice e Ruy).
Há mais de cinco anos, Chico estreou seu penúltimo show, “Carioca”, no dia do meu aniversário (07/01) e o Vinicius França, seu empresário, me presenteou com convites para vê-lo. Fui com essa mesma galera e o show foi maravilhoso, ficamos na beirada do palco, praticamente, curtindo tudo como se estivéssemos ao lado dele e da banda.
Mas, dessa vez, nesse dia 12, foi um pouco diferente: Vinicius novamente me deu convites de presente de aniversário, porém, para um camarote super bacana onde nos instalamos e nos deleitamos à vera.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Retrô 2011

Mais um ano chega ao fim e nós do Quarteto em Cy e Afins fazemos uma retrospectiva desse 2011 que proporcionou tantos momentos especiais e emoções ao Quarteto. Foram muitos shows, viagens, encontros e despedidas e a certeza de que o ano que está chegando será de boas surpresas e mais uma porção de histórias pra contar. Neste post, Cynara e Sonya relembram alguns desses momentos que já ficaram registrados em mais um capítulo de histórias em Cy. A todos que compartilharam este ano conosco o nosso muito obrigada e em 2012 estaremos aqui acreditando que "o amor vai sempre resistir, cantado em DO, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ, CY!".


“2011, um ano de música e projetos”, por Cynara.

SESC Bom Retiro (SP) - encontro de família e amigos
                                                                       
Pensando bem, 2011 teve algumas novidades e boas surpresas.
Começamos o ano, musicalmente falando, dias 11 e 12 de março, logo após o carnaval, com a estréia no Teatro Rival no Rio de Janeiro, do show inédito “Mundo Melhor”. Foi um sucesso de público e gostamos muito de voltar a cantar músicas que há muito não incluíamos nos nossos roteiros, como: Crioulo Doido, Nabucodonosor, sambas do Stanislau Ponte Preta; Mundo Melhor, de Pixinguinha com Vinicius; Foi um rio que passou em minha vida, do Paulinho da Viola; o pot pourri do Chico que adoramos cantar e que demos vida nova naquele show. Enfim, foram vários momentos de boas lembranças.
No mês de maio fizemos incursões em lugares inéditos, como Indaiatuba e, logo depois, um projeto do SESI/RJ para Itaperuna, Macaé e Campos, ótimos shows, inclusive.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Relato de viagem: Quarteto em Cy na Espanha (sob aprovação de sua majestade!)

O Quarteto em Cy e Afins embarca com o Quarteto numa viagem à Espanha, conduzido pelo diário de bordo de Sonia. Publicamos partes de seu diário que resgatam momentos incríveis, sensações e lembranças dessa viagem pra lá de especial que ficou registrada não só nas páginas do diário de Sonia, mas na carreira do Quarteto em Cy. Deixe uma caneta e um papel ao lado para tomar nota das dicas (principalmente gastronômicas) que Sonia nos dá. Convidamos você a viajar com a gente!


Diário de Sonia – julho de 1992.

            Viajando com Maria Creuza, Carlos Lyra e os músicos Gilson Peranzetta (piano), Célia Vaz (violão e direção musical), Luís Alves (baixo acústico), João Cortez (bateria), Áurea Regina (flauta), Alfredo Randozynski (produtor).
            Início: partida – 04 de julho / 1992.
                      retorno – 18 de julho/ 1992.

            Saímos do Rio de Janeiro no dia 03 à noite. Passei o dia 02 ansiosa, na expectativa por ser a primeira vez na Europa. 
            Acordei e o dia era cinzento, uma chuva miudinha e pasmem 36ºC no RJ.
            Na madrugada do dia 04, já no avião, acordei e observo o movimento dos passageiros. Lembrei que fui a última a entrar e quase perco o vôo, pois jantei no aeroporto e me distraí conversando com Sarita, minha cunhada, que foi me levar até lá.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Memórias e narrativas 9: "O meu quarteto..."

A série "Memórias e narrativas" traz, desta vez,  o relato de Priscila Amaral, uma grande admiradora do Quarteto em Cy e que, com sensibilidade, nos conta sobre o primeiro show das queridas Cy's ao qual assistiu e sobre seu amor pela Bossa Nova, que está rendendo, a esta futura jornalista, uma pesquisa que será um ganho para a cultura brasileira.



Domingo era dia de Quarteto. Minha família sempre unida e musical. Em São Bernardo do Campo, e depois em Santo André, onde morávamos, meu pai, Roberto Amaral, responsável por esta realização e minha mãe, Mara Amaral, responsável por nos fazer decorar as letras em cy, acordavam eu e minha irmã, Débora – ao som de “Carta ao Tom 74”, do CD Quarteto e Vinícius em Cy.     

Nossos dias eram até mais alegres e iluminados. A Bossa Nova sempre presente, de um jeito ou de outro. Quando era Quarteto, era ainda mais legal. Quando pequenas, eu e minha irmã entramos na aula de violão e a música se tornou mais forte e presente em nossas vidas. Quando fui apresentada às cifras maravilhosas da bossa, me encantei ainda mais. Tornei minhas aulas de violão em aulas de Bossa Nova.

Na realidade, não entendo muito o porquê de tanta intensidade. A Bossa Nova se tornou uma paixão inexplicável e a trilha sonora de muitos momentos em família. Meu tio, sabendo dessa paixão, me emprestou o DVD dos 40 anos de Quarteto em Cy e chorei todas as vezes que assisti, sem conseguir explicar tamanha emoção.

Sempre fiquei atenta à agenda das meninas e pouquíssimos shows eram realizados perto. Meu pai, quando viu que teria um Show no Sesc Bom Retiro, logo me ligou avisando sobre a compra. Aí foi uma choradeira só, pela primeira vez em minha vida eu teria a oportunidade de conhecer as minhas queridas de perto.

domingo, 6 de novembro de 2011

Causos: anedotas de 47 anos de estrada

Em 47 anos de carreira, quantos "causos" as nossas Cy's têm para contar? Viajando pelo Brasil e pelo exterior, com quantas histórias pitorescas elas não nos encantam? Na série "Causos", são relatadas, com simplicidade e bom humor, as peripécias pelas quais passaram, e nós, o público, podemos deduzir por quantas mais não passarão ainda!




O DIA EM QUE ME TRANSFORMEI EM CINDERELA

                                                             por Cyva Leite

As quatro irmãs - Cilene, Cybele, Cyva e Cynara

            Foram inúmeras nossas viagens, nesses 47 anos de carreira, para fazer shows no Brasil e no Exterior. Algumas dessas deixaram lembranças engraçadas. Como a primeira, em que fomos a Campinas, logo no início do nosso trabalho. Fomos convidadas para uma apresentação num clube da cidade e o apresentador, não nos conhecendo bem, resolveu anunciar os nomes das quatro irmãs, com toda a pompa. Com voz impostada, de locutor, ele disse: “- Pela primeira vez em Campinas, o quarteto de irmãs que veio da Bahia: CYBELE, CYLENE, CYNARA e... CYNDERELA!”
Depois desse show, já tive muitos outros nomes: CYRA, CYLA, CYNIRA e até hoje inventam outros. Parece que CYVA é o mais difícil de todos...